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EXCLUSIVO

por José Manuel Moroso, em 06.05.17

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O Único faz mesmo jus ao nome e é uma das mais recentes estrelas do universo dos vinhos brancos portugueses. A enóloga Rita Marques é a sua autora e os seus vinhos vêm de uma região de microclima no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Para além do Único, há a reter ainda o Conceito Branco que a lançou no caminho da fama, e o Conceito Tinto.

 

RITA Marques estudava engenharia em Coimbra, mas não era feliz. O que lhe ia na alma era um apego à terra, às vinhas da família, amor que a levou a mudar-se para Vila Real onde cursou enologia. Depois, correu mundo para aprender mais e mais, regressando finalmente a casa, ao Vale da Teja, mais precisamente a Cedovim, no concelho de Vila Nova de Foz Côa. Aqui, beneficiando de um clima ameno, autêntico oásis na tórrida região do Douro Superior (as maturações são mais lentas, o que se traduz em vinhos mais frescos e menos alcoólicos), lançou-se ao seu sonho: vinhos com mais idade. «O consumidor prefere normalmente as novidades, mas do que eu gosto é dos vinhos mais velhos», defende a enóloga.

Gerindo com a sua mãe as três propriedades da Conceito Vinhos (Quinta da Veiga, Quinta do Chão-do-Pereiro e Quinta do Cabido), Rita Marques lança o seu primeiro Conceito tinto em 2005, mas foi com a colheita de 2007 do Conceito Branco que surpreende os portugueses e a crítica internacional. A sua assinatura é fácil: os seus vinhos revelam-se sempre muito elegantes, são gastronómicos e têm um enorme potencial de envelhecimento.

Para o comprovar, começámos com o Conceito Branco 2015 (30 euros), que estagiou durante 10 meses em barricas usadas de carvalho francês. Vinho de altitude (600 metros) e de solo granítico, foi feito com 10 castas tradicionais de uma vinha com mais de cem anos. Com um teor alcoólico (13%) muito adaptado ao gosto da Europa Central e do novo mundo, apresenta grande estrutura e uma incrível acidez de 7.2 g/l.

De seguida, veio a grande novidade: a primeira edição do Único Branco 2015 (60 euros), a revelar enorme explosão aromática, volume na boca, untuosidade e com notas de citrinos e maçã verde. O reputado crítico da revista Wine Advocate, Mark Squires, coloca-o no Top 3 dos vinhos de mesa lançados em Portugal. «Este é o melhor vinho que eu fiz», conta-nos Rita Marques, acrescentando que o Único só se produzirá em anos excepcionais como foi, naquela zona, o de 2015. De entre as castas das vinhas velhas que entraram na sua composição, as mais importantes são o Rabigato, o Gouveio e a Códega.

A nossa prova passou, depois, para o vinho tinto, onde degustámos o Conceito 2011, este já um vinho de solo xistoso proveniente de vinhas velhas plantadas a 400 metros de altitude e que estagiou em 50% de barricas novas, tendo aí ficado 20 meses. Grande equilíbrio, boa acidez, volume e a tentação de desabafarmos: que grande vinho!

Muito interessante também um vinho do Porto de 2014 que nos foi apresentado e que resulta de uma experiência que Rita fez em parceria com o seu amigo enólogo Ricardo Diogo Freitas, dos Vinhos Barbeito, e que resulta num estilo novo e fresco. Urgente a prova deste néctar!

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