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MY NAME IS BOND, JAMES BOND

por José Manuel Moroso, em 17.12.15

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 «BOLLINGER? If it's 69, you were expecting me», diz James Bond (Roger Moore) à belíssima agente da CIA Holly Goodhead (Lois Chiles) na altura em que esta abria uma garrafa de champanhe Bollinger RD no seu quarto. Estas palavras, ditas numa das cenas do filme Moonraker (1979), tornaram-se famosas em toda a saga de 007 e da história do cinema. O champanhe Bollinger tinha lançado a sua cartada e projectou-se universalmente. Um encontro entre o homem que então dirigia os destinos da Bollinger, Christian Bizot, e o produtor dos filmes de James Bond, Albert R. Broccoli, selou um contrato que ainda hoje se mantém nas telas do cinema, mas cuja história começa muito antes, em 1956, quando Ian Fleming escreveu o seu quarto livro da saga James Bond (Os Diamantes São Eternos) e já aí incluía a célebre marca com uma indefectível ligação a momentos de sedução e de glamour.

Por toda a carga histórica, e muito para além dela, era-me difícil recusar uma prova de algumas das grandes colheitas de Bollinger, especialmente da última, La Grande Année Rosé 2004.

 

Bollinger Le Grand Annee 2002_PVP 120,00.jpg

 A 'receita' foi-nos deixada por Madame Bollinger, a quem a famosa casa deve os maiores dos seus êxitos desde a sua fundação, em 1829, pelo aristocrata Athanase de Villermont. Feita a partir de um 'blend' de um grande champanhe com um vinho tinto de enorme qualidade, este La Grande Année Rosé 2004 tem 68% de Pinot Noir e 32 % de Chardonnay, com este ano de colheita a dar-nos um champanhe muito vínico, a evidenciar aromas de groselha e amêndoas e notas de especiarias. Muita frescura acompanhada de aromas de cerejas e pão torrado trazem até ao nosso palato um produto que acompanha com qualquer refeição, mas que acima de tudo brilha com aves e cozinha oriental. O berço deste néctar situa-se em 165 ha de vinha e a casa tem um stock permanente de 700 mil magnuns guardadas em cave, a partir das quais vai elaborando vários 'blend'. Por curiosidade, diga-se que são necessários 400 vinhos diferentes para se fazer um champanhe. A Bollinger coloca no mercado dois milhões e meio de garrafas/ano e muito do seu sucesso deve-o, sem dúvida, ao famoso espião ao serviço de Sua Majestade. Brindemos, pois, com 007, aos momentos mais agradáveis da vida e saboreemos com prazer este La Grande Année Rosé 2004. Cheers!

 

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1 comentário

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De Anónimo a 17.12.2015 às 20:23

Caro Moroso,
Muitos parabéns! Sou um apreciador de bom Champanhe. E também de bons espumantes, como alguns que se fazem em Portugal. Gostei de enriquecer um pouco mais o meu conhecimento nesta matéria, pois, confesso, não sabia que um Champanhe requeria essa enormidade de vinhos diferentes para ganhar corpo.
Grande abraço,

Alexandre Correia

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